quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Por que contam mentiras às criancinhas?

Na nova campanha publicitária da C & A, a de Natal, aparecem três lindas criancinhas discutindo uma hipótese sobre como o Papai Noel ficou rico. Ah! Não sabia? Segundo as crianças, ele é rico, fófis! Pois pra dar essa ruma de presente todo ano?! A idéia deles é a seguinte: Santa jogou muito futebol na Itália e na Espanha. Veja que argumento mais plausível. Fiquei encantada com o prodígio que é a infância de hoje. No meu tempo, a gente se limitava a sonhar e a acreditar que o bom(?) velhinho viria...

Como eu não sou mais criança e nunca recebi, na minha tenra idade, uma visita sequer do Noel, fico à vontade para expor minhas conjecturas a cerca da fonte não declarada de (tanta) renda do Velho.

Pode ser que há long long time ago, Noel não fosse tão bonzinho como é hoje. Ele era jovem, talvez fosse forte e tivesse um rosto "apresentável". Por que não ser, então, traficante de renas ou outro bicho do tipo? Talvez ele fosse um desalmado que maltratava os bichinhos e lucrava com a venda clandestina dos alegres animaizinhos.
Não acredita nisso. Hipótese fraquinha? A do meninozinho do comercial consegue ser menos ridícula?


Pois bem. Santa bem que pode ter sido patrulha de chaminés. Corrupto, aliviava pros ladrões que molhavam a mão dele. Fácil fazer dinheiro assim: ladrão tem em todo canto e corrupto também. Depois ele se arrependeu e como forma de se redimir, resolveu dar presentes nos finais de ano entrando pela chaminé. Coisa do tempo da ladroagem.
Ainda parece muito irreal pra você?


Tudo bem! Quero ver você resistir a essa! Noel era político. Rá! Te peguei, não foi? Veja bem: UM SUJEITO QUE VEIO NÃO SEI DE ONDE, NÃO SE SABE PRA ONDE VAI, SÓ DISTRIBUI PRESENTINHOS PRA QUEM JÁ TÁ MUITO BEM ARRANJADO E SÓ APARECE EM FIM DE TEMPORADA?! Ah! Agora você vai chorar, né? Quem mandou obedecer e ficar bonzinho pra agradar o velho? Ele só queria sua carta, seu besta, porque além de tudo ele é carente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Alta ajuda

Não gosto muito desse lance de listinha por vários motivos (que não vem ao caso). Evito, sempre que possível, absorver o conteúdo das terríveis "listas definitivas de todos os tempos." Mas hoje me atrevo a pedir que os povos de todo o mundo me dêem cartaz e vejam a minha própria seleção: a das coisas imprescindíveis de se fazer em um ônibus, ou em qualquer outro transporte coletivo, para se manter a paz dentro e fora dele.

Coisas imprescindíveis de se fazer em um ônibus, ou em qualquer outro transporte coletivo, para se manter a paz dentro e fora dele.
1. Seja "educado"
Peça licença, não sapateie em cima dos pés das pessoas, dê bom dia ao cobrador. Aprenda a andar de salto, acomode sua mochila num lugar mais agradável do que a cara de outro passageiro. Não se esfregue em ninguém. Não acotovele ninguém. Se tiver mau hálito, fique com a boca fechada. Isso não dói e ajuda a manter a harmonia entre as pessoas.
2. Seja "limpinho"
Tome banho antes de sair de casa, escove os dentes. Não use a desculpa de que seu perfume acabou: um bom banho ajuda BASTANTE. E, por favor, evite sempre sempre sempre a flatulência. Soltar pum em público já é uma desgraça, num ônibus lotado então é carimbo pro inferno.
3. Seja "inteligente"
Use essa cabeçona que você tem e perceba que ficar na porta do ônibus ou parado nos degraus quando ainda há espaço para passar - mesmo que ele seja minuscúlo - só põe sua vida em perigo, além de atrapalhar um outro tanto de isauras que estão atrasadas para chegar na senzala, assim como você.
4. Seja "precavido"
Quando estiver conversando com um amigo ou conhecido, mantenha um tom de voz normal. Ou melhor: fale baixo. Por que "precavido"? Já pensou se você está colocando as fofocas em dia ou esculhambando seu chefe e um não-amigo escuta? Fudeu, né? Melhor prevenir.
5. Não tem número 5. Já disse que não gosto de lista, principalmente quando ela é grande. E essa não é definitiva. Aceito sugestões.
Até o próximo cambão! =(

domingo, 18 de novembro de 2007

Sempre um prazer

Leio sempre que posso, tudo, qualquer coisa. Não costumo implicar com capas nem com títulos. Só não leio auto-ajuda, de ninguém, de nenhuma espécie. Tenho direito a sustentar esse preconceito. E também sustentava o sonho de ser escritora. Mas um dia desses, no meio de uma dessas leituras, eu soube que García Márquez decidiu ser escritor depois de ler A Metamorfose, de Kafka.

Eu já tinha lido alguns livros do Gabo. Mas depois de ler Cem anos de solidão, o sonho caiu por terra. É muito, muito cacife.

Mentira, menina!

Estava eu zapeando canais de tv ao lado de meu irmão caçula, quando vemos o ser que não se explica, Supla. Lógico que eu interrompi a mudança de canais. "Espera" - disse - "Isso aí eu quero ver." Ele (meu irmão) já sabia o porquê. Adoro rir das coisas mais esdruxúlas. Mas não é que a surpresa maior não vem do caríssimo Supla?! Disputando com ele no programa Qual é a música, estava a assistente de palco (?) Ellen Ganzaroli - não sei se é assim que escreve e dessa vez não vou jogar no Google pra saber como é. Ela não merece tanto trabalho. - com quem Sílvio Santos inicia rápido e inesquecível diálogo. Segue abaixo o roteiro da desgraça:

"Ellen, você está no Gugu há quanto tempo?"

"Há 7 anos, Sílvio."

"Então você entrou lá com o quê, 18?"

"Nãoooooo, com 22."

Sílvio, fingindo estar surpreso:

"Então, você tem 28 anos?

Ellen, rindo de nervosa, põe a mão na boca e:

"Ah, num vô falá!"


Eu juro que eu não sei quem é mais jumento. 22 + 7 = 28? Tudo bem, se considerarmos que ela tem até o dia 31 de dezembro, Sílvio ainda escapa. Mas ela jura mesmo que ninguém sabe fazer conta?!


Céus... Depois a galera fica louca quando eu digo que TV aberta no domingo é uma desgraça.