terça-feira, 1 de julho de 2008
Killing me softly
Além de outras merdas que aconteceram hoje, eu fui de-mitida! ó! Cansada da peia que eu levei no mundo real, venho ao virtual para espairecer. Orkut, login e:
Sorte de hoje: Você escapará por um triz de um problema sério.
Assim, sem mais nem menos. Eu, sinceramente, choro. De tanto rir.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
"Olhe para isso, olhe"
Pois bem. Foda-se a parcela droga da humanidade. Depois de um final de semana - que começou mesmo sexta às 19h e só acabou no domingo às 20h - engraçado, inusitado, partilhado com companhias maravilhosas, que me fizeram rir feito criança e refletir sobre gírias baianas e sobre "como nossa vida é difícil" (tendo como cenário as areias da Lagoa do Parná-mirim), eu tô nem aí pra segunda. Os outros dias são bons demais pra eu dar tanta importância a um período de 24 horas tão insignificantes.
Ele sou eu hoje: http://br.youtube.com/watch?v=V-Po8uJeoUw
quinta-feira, 19 de junho de 2008
A preguiçosa e o retardado.
Chego eu, cheia de más intenções, tentando responder os emails, conciliar as janelas do msn, ver as atualizaçõs dos blogs que costumo visitar e, finalmente, entro no iogurte.
Até ia dar uma passada numas comus legais, tipo a do TDUD?, mas meu orkut é um zé mané. Logo na minha home vem aquela "sorte do dia". Na maior parte das vezes, eu apenas acho graça. Mas hoje eu tô fedendo à preguiça, e isso fode com a minha paciência.
"Sorte de hoje: Se seus desejos não forem extravagantes, eles serão realizados."
Porque assim, só não foi pior do que "você está cercado de pessoas invejosas." Alguém merece?
sábado, 14 de junho de 2008
Abrindo precedentes
Acontece que, esses dias, eu não tenho suportado a capa de tristeza que me envolve. Está pesada como nunca. Eu sei que vai passar e que sempre volta mais pesada. Mas, desta vez, está incomodando de uma maneira inédita, e por isso mesmo ainda incompreendida.
Se eu conseguisse conversar com alguém, diria coisas mais ou menos assim:
"Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help!
When I was younger, so much younger than today
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me."
Bendita(?) seja essa distância que o mundo virtual impõe aos relacionamentos.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Dia da caça
Mas tem nada não. Qualquer dia desses levo um trecho de Sagarana pra eles lerem e quero é ver quem é que não vai ficar calado. De medo.
uááááááááááá
quinta-feira, 15 de maio de 2008
2 minutos de sabedoria

A filha dele, Cathy Bramanti, 42 anos, aprovou a idéia do pai e os usos que ele fez do caixão. "Porque manter uma grande novidade guardada em um depósito enquanto você pode fazer uso dela?", disse Cathy.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O Revés
Transferida pra trabalhar longe pra caralho da minha casa.
Acontecendo uma das piores greves de ônibus que Fortaleza já viu.
Completamente lisa.
Longe de quase todas as pessoas que eu gosto, de uma maneira ou de outra.
Mas aí chega quinta-feira.
O aparelhinho do cão não pára de tocar. O capitão-do-mato ainda pergunta por que diabos eu chego na senzala achando graça. Ele não sabe ainda que felicidade não é um negócio que se compra.
Cópia da cópia da cópia. Mesmo.
Bar ruim é lindo, bicho
(Por Antonio Prata)
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
A propósito: Queria agradecer ao Felipe. O TDUD? é muito bom... E, Ju, manda essas coisas pra mim também.
terça-feira, 8 de abril de 2008
A vida fora do Éden
(...)
Adorei o riso, a companhia, a criação. Fui amiga da amizade, parceira do afeto, irmã da determinação. Acreditei na fé, brinquei com a imaginação. Sempre tive um amor muito grande pela gente, pelo sentir, pelo fazer. Mas fui tola quando deveria ter sido atenta. Fui confiante quando deveria ter duvidado, perdoei quando deveria ter apenas desculpado. Eu tinha tudo pra ser feliz. Mas eu sou triste. E descobri que isso não é ruim. Não lamento "o tudo que poderia ter sido e não foi". De alguma maneira, eu sempre soube que teria de escolher entre o que é e o que eu gostaria que fosse.
E agora é só essa insaciável vontade de abarcar a inércia.
Está lá, nos Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos:
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
E em qualquer dicionário você encontra as definições de inércia e vontade.