Só pra constar: no mesmo jornal, uma outra notícia tão repugnante quanto, mas com um quê de palhaçada. Lá pelos anos 40, Segunda Guerra, o Pentágono chegou a cogitar a possibilidade de uma "bomba gay". ahahahhahahahaha É serio. Diziam aqueles afamados militares que estando os "inimigos" sob o efeito da bomba, eles estariam mais preocupados em fazer amor do que em fazer guerra.
Nem precisa enumerar quantas são as imbecilidades e preconceitos só nessa proposta.
Enfim, um pouco de graça em cima da análise cai bem....
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Momento de Sobriedade
Lá pelo dia14 de junho, eu acho, li uma matéria no O Povo que conseguiu me tirar do sério. Isso não é muito difícil de acontecer, mas... Um pessoal aí querendo instaurar a Lei Seca aqui em Fortaleza. É isso mesmo, caro amigo apreciador de bebidas etílicas. Como se não bastasse todas as cretinices que essa corja de imbecis faz todo dia, eles ainda querem estipular de que horas a que horas eu posso pegar meu suado dinheirinho e "jogar fora" em garrafas e garrafas de cerveja. Sim, eu só bebo cerveja. A não ser quando não tem mais jeito e vai uma velha e boa vodka.
Então. A indignação já faz parte de mim, todos sabem. E não vou entrar "no mérito da questão" e explicar o que pra mim são "todas as cretinices" nem vou esculachar "essa corja de imbecis". Não hoje. Fiquemos na tal Lei Seca. Sinto-me em Chicago, década de 30. Quero ver: não conseguem fazer nada com mensaleiros, cuequeiros e afins, que dirá se surgir um Al Capone. hahahahaa. Uma bosta mesmo.
A gente já sofre o pão que o diabo amassou, cuspiu e não quis mais todo profano dia. Ainda vem um espertinho, que na minha mais sincera e individual opinião, quer apenas desviar a atenção de todo mundo desse mar de corrupção fétida, dizer que essa é uma atitude que vai inibir diretamente a criminalidade e diminuir maciçamente a violência. Será?!
Eu acredito que muita desgraça acontece porque o sujeito estava encachaçado. Já vi acontecer. Mas todo dia vejo mais gente ainda a beira de um ataque de nervos (e dando vida aos ataques) porque não tem um puto pra dar de comer aos filhos. E é de gente que se mata de trabalhar que eu falo. O álcool é responsável direto pela violência, dizem os abstêmios. E eu digo que enquanto um mentecapto qualquer não bota um prego numa barra de sabão e ganha mais de 6.000 reais por mês, nada vai melhorar.
Não é nenhuma tal de "apologia" ao álcool. Tem nada a ver. Quer segurança? Educa a população. Quer segurança? Diminui a desigualdade social. Quer segurança? Oferece cultura e lazer à sociedade. Não, mas isso não! Melhor trancafiar o cidadão honesto, pagador de impostos dentro de casa. Deixa a bandidagem tomar conta logo de tudo!
Ah, eu fico aqui com meus botões... Se esse cara fosse prum bar tomar uma gelada comigo e com os meus amigos.... Saía roxo de porrada.
=D
Então. A indignação já faz parte de mim, todos sabem. E não vou entrar "no mérito da questão" e explicar o que pra mim são "todas as cretinices" nem vou esculachar "essa corja de imbecis". Não hoje. Fiquemos na tal Lei Seca. Sinto-me em Chicago, década de 30. Quero ver: não conseguem fazer nada com mensaleiros, cuequeiros e afins, que dirá se surgir um Al Capone. hahahahaa. Uma bosta mesmo.
A gente já sofre o pão que o diabo amassou, cuspiu e não quis mais todo profano dia. Ainda vem um espertinho, que na minha mais sincera e individual opinião, quer apenas desviar a atenção de todo mundo desse mar de corrupção fétida, dizer que essa é uma atitude que vai inibir diretamente a criminalidade e diminuir maciçamente a violência. Será?!
Eu acredito que muita desgraça acontece porque o sujeito estava encachaçado. Já vi acontecer. Mas todo dia vejo mais gente ainda a beira de um ataque de nervos (e dando vida aos ataques) porque não tem um puto pra dar de comer aos filhos. E é de gente que se mata de trabalhar que eu falo. O álcool é responsável direto pela violência, dizem os abstêmios. E eu digo que enquanto um mentecapto qualquer não bota um prego numa barra de sabão e ganha mais de 6.000 reais por mês, nada vai melhorar.
Não é nenhuma tal de "apologia" ao álcool. Tem nada a ver. Quer segurança? Educa a população. Quer segurança? Diminui a desigualdade social. Quer segurança? Oferece cultura e lazer à sociedade. Não, mas isso não! Melhor trancafiar o cidadão honesto, pagador de impostos dentro de casa. Deixa a bandidagem tomar conta logo de tudo!
Ah, eu fico aqui com meus botões... Se esse cara fosse prum bar tomar uma gelada comigo e com os meus amigos.... Saía roxo de porrada.
=D
terça-feira, 5 de junho de 2007
Do Poder da Amizade
Estive meio triste e ocupada esses dias, eis os motivos pelos quais não "bloguei". Ocupada porque estagiário é escravo mesmo e triste porque fiquei pensando nas coisas que perdi ao longo do tempo. Ganhei muito, mas perdi coisas importantes também. Ocasiões, oportunidades e pessoas. Principalmente pessoas. Já explico essa minha lamúria.
Lembro de um "evento" que aconteceu quando eu tinha 15 anos. Fiquei muito, muito doente. Hospital, internação, soro. Foi horrível. Sou magra, sempre fui, e nessa época perdi uns 5 quilos. Só a "grade". Estava tão triste, tão desanimada por estar afastada dos livros, das quadras, que não tinha vontade de fazer porra nenhuma. Só chorar. Parecia que aquilo nunca mais ia acabar. E é porque só durou duas semanas. Mas quando eu menos esperava, eles apareciam no hospital pra me visitar. Um contava uma piada, a outra amarrava meu cabelo, alguns riam da minha magreza e todos iam ordenar que eu melhorasse logo, porque aquele colégio não tinha a menor graça sem mim. Eu sabia que não era verdade. Mas era essa a maneira que eles encontravam de me fazer sentir melhor. E eu melhorei. Uma semana em casa, no conforto da minha casa, no seio do lar, e não tive melhora. Outra semana no hospital, na frieza do hospital, com aqueles loucos que levavam alimentos proibidos pela nutricionista pra eu matar minha vontade de comer besteira. E eu melhorei logo. Sei que os cuidados médicos foram importantes, mas eles foram fundamentais: os meus amigos. Poruqe amizade cura. Amizade pode isso e muito mais coisa. Porque amizade é recíproco. Você sente quando faz o outro sentir. Ódio pode ser de mão única. Dezprezo ou admiração também. Até amor. Mas amizade não.
Desses que me lembro como bons amigos, alguns estão muito distantes fisicamente. Por imperativos da vida, não por escolha nossa, minha ou deles. Mas o caminho ficou aberto. Porque é recíproco. Eu quero. Eles querem. E somos amigos.
A tristeza que sinto (que não deve ser confudida com nostalgia pois não é por esses amigos a quem me referi que lamento) é por todos aqueles que poderiam ter sido e não foram. Depois de uma reflexão do caralho, sei que fiz tudo aquilo que podia, expressei tudo aquilo que sentia, falei tudo aquilo que devia e não devia, fui sincera, fui inteira, fui honesta. Mas não deu. Não era de "duas mãos mãos". E assim, o trânsito não flui.
Eu sigo tentando. Não me fecho, não me tranco. Como diz uma amiga: "Eu sinto, eu acredito."
E sou feliz, com os poucos que ainda restam ao meu lado. Porque sei que também estou ao lado deles.
Mas não posso deixar de lamentar por aqueles que preferiram gravitar em torno do próprio universo. Principalmente quando leio um trecho de Vinicius que diz assim:
" Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre."
Eu vivo num casebre e ele sempre está de portas abertas. Para os amigos.
Lembro de um "evento" que aconteceu quando eu tinha 15 anos. Fiquei muito, muito doente. Hospital, internação, soro. Foi horrível. Sou magra, sempre fui, e nessa época perdi uns 5 quilos. Só a "grade". Estava tão triste, tão desanimada por estar afastada dos livros, das quadras, que não tinha vontade de fazer porra nenhuma. Só chorar. Parecia que aquilo nunca mais ia acabar. E é porque só durou duas semanas. Mas quando eu menos esperava, eles apareciam no hospital pra me visitar. Um contava uma piada, a outra amarrava meu cabelo, alguns riam da minha magreza e todos iam ordenar que eu melhorasse logo, porque aquele colégio não tinha a menor graça sem mim. Eu sabia que não era verdade. Mas era essa a maneira que eles encontravam de me fazer sentir melhor. E eu melhorei. Uma semana em casa, no conforto da minha casa, no seio do lar, e não tive melhora. Outra semana no hospital, na frieza do hospital, com aqueles loucos que levavam alimentos proibidos pela nutricionista pra eu matar minha vontade de comer besteira. E eu melhorei logo. Sei que os cuidados médicos foram importantes, mas eles foram fundamentais: os meus amigos. Poruqe amizade cura. Amizade pode isso e muito mais coisa. Porque amizade é recíproco. Você sente quando faz o outro sentir. Ódio pode ser de mão única. Dezprezo ou admiração também. Até amor. Mas amizade não.
Desses que me lembro como bons amigos, alguns estão muito distantes fisicamente. Por imperativos da vida, não por escolha nossa, minha ou deles. Mas o caminho ficou aberto. Porque é recíproco. Eu quero. Eles querem. E somos amigos.
A tristeza que sinto (que não deve ser confudida com nostalgia pois não é por esses amigos a quem me referi que lamento) é por todos aqueles que poderiam ter sido e não foram. Depois de uma reflexão do caralho, sei que fiz tudo aquilo que podia, expressei tudo aquilo que sentia, falei tudo aquilo que devia e não devia, fui sincera, fui inteira, fui honesta. Mas não deu. Não era de "duas mãos mãos". E assim, o trânsito não flui.
Eu sigo tentando. Não me fecho, não me tranco. Como diz uma amiga: "Eu sinto, eu acredito."
E sou feliz, com os poucos que ainda restam ao meu lado. Porque sei que também estou ao lado deles.
Mas não posso deixar de lamentar por aqueles que preferiram gravitar em torno do próprio universo. Principalmente quando leio um trecho de Vinicius que diz assim:
" Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre."
Eu vivo num casebre e ele sempre está de portas abertas. Para os amigos.
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