Meus amigos, digo os que me conhecem mesmo, sabem que eu sou falante pra caralho. Falo muito e de muita coisa. Mas quase nunca falo de mim. Às vezes, recebo críticas nesse sentido. Dizem que eu deveria me "abrir" mais, confiar mais, dividir mais. Não sei o que acontece: sou doida, faço uma cagada atrás da outra, exponho-me - em alguns momentos - ridiculamente, mas quando é pra falar daquilo que me sufoca ou alegra, eu travo. Não sei se por puro egoísmo filha da puta (não querer dividir nada com ninguém) ou se por um altruísmo idiota (não vou preocupar ninguém com meus problemas banais). E isso me dói.
Acontece que, esses dias, eu não tenho suportado a capa de tristeza que me envolve. Está pesada como nunca. Eu sei que vai passar e que sempre volta mais pesada. Mas, desta vez, está incomodando de uma maneira inédita, e por isso mesmo ainda incompreendida.
Se eu conseguisse conversar com alguém, diria coisas mais ou menos assim:
"Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help!
When I was younger, so much younger than today
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me."
Bendita(?) seja essa distância que o mundo virtual impõe aos relacionamentos.
sábado, 14 de junho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
vem pro colinho da titia...
Postar um comentário